terça-feira, 9 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
1992: Rita 'encarna' Raul
Folha de São Paulo: Rita Lee encarna Raul Seixas em curta-metragem
Rita, vestida como Raul Seixas
Rita Lee está filmando o curta-metragem "Tanta Estrela Por Aí", no papel de Raul Seixas. Com direção do filósofo-cineasta Tadeu Knudsen, o filme deve estrear até janeiro. É o segundo curta de Knudsen. O primeiro, "Espectador" (89), recebeu o prémio de crítica e montagem em Gramado e Brasília.
"Tanta Estrela Por Ai" se refere a um episódio real da vida de Raul. Em 84 ele foi fazer um show em um clube lotado, na Grande São Paulo. Quando entrou no palco, foi confundido com um "cover" de si mesmo. Houve pancadaria e o cantor, sem documentos, foi parar na delegacia. "Confessou" ser um impostor para parar de apanhar e só foi solto quando sua mulher mostrou os documentos à polícia.
Rita Lee vive Raulzito Pantera. Participam ainda do elenco, sem cobrar cache, Otávio Augusto, Cláudio Mamberti e Marisa Orth (como a mulher de Raulzito).
Rita Lee diz que o convite para o filme "veio em uma época em que estava com Raulzito na cabeça, na veia. Ele aparecia nos meus sonhos e havia os livros sobre ele em minha mesa". Ela afirma que está feliz em "receber o santo" de Raul. "Recebo mesmo. Sinto o Raul o tempo todo. É como se estivesse dando um telefonema. Fiquei até parecida com ele..."
Tanto que nas filmagens de antontem Rita Lee repetiu, de um modo mais "light", o episódio vivido por Raul Seixas. Entrou no palco de barba, peruca, vestindo as roupas de Raul. Como não falou com o público nem cantou, a plateia se perguntava se era mesmo ela. Rita Lee conheceu Raul no Festival da Canção, em 68. "O lado radical dele é o que mais me atrai. Ele era um roqueiro planetário, corajoso. Somos da mesma tribo'', disse.

Foto de Rita no túmulo de Raul (contribuição de Eliana)
Rita, vestida como Raul SeixasRita Lee está filmando o curta-metragem "Tanta Estrela Por Aí", no papel de Raul Seixas. Com direção do filósofo-cineasta Tadeu Knudsen, o filme deve estrear até janeiro. É o segundo curta de Knudsen. O primeiro, "Espectador" (89), recebeu o prémio de crítica e montagem em Gramado e Brasília.
"Tanta Estrela Por Ai" se refere a um episódio real da vida de Raul. Em 84 ele foi fazer um show em um clube lotado, na Grande São Paulo. Quando entrou no palco, foi confundido com um "cover" de si mesmo. Houve pancadaria e o cantor, sem documentos, foi parar na delegacia. "Confessou" ser um impostor para parar de apanhar e só foi solto quando sua mulher mostrou os documentos à polícia.
Rita Lee vive Raulzito Pantera. Participam ainda do elenco, sem cobrar cache, Otávio Augusto, Cláudio Mamberti e Marisa Orth (como a mulher de Raulzito).
Rita Lee diz que o convite para o filme "veio em uma época em que estava com Raulzito na cabeça, na veia. Ele aparecia nos meus sonhos e havia os livros sobre ele em minha mesa". Ela afirma que está feliz em "receber o santo" de Raul. "Recebo mesmo. Sinto o Raul o tempo todo. É como se estivesse dando um telefonema. Fiquei até parecida com ele..."
Tanto que nas filmagens de antontem Rita Lee repetiu, de um modo mais "light", o episódio vivido por Raul Seixas. Entrou no palco de barba, peruca, vestindo as roupas de Raul. Como não falou com o público nem cantou, a plateia se perguntava se era mesmo ela. Rita Lee conheceu Raul no Festival da Canção, em 68. "O lado radical dele é o que mais me atrai. Ele era um roqueiro planetário, corajoso. Somos da mesma tribo'', disse.

Foto de Rita no túmulo de Raul (contribuição de Eliana)
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domingo, 7 de junho de 2009
Pirataria: vinil e CD do primeiro disco de Rita com Tutti Frutti
Capa e vinil da versão pirata do primeiro disco de Rita com o Tutti Frutti, que ficou nos arquivos da gravadora na época. Abaixo, uma reportagem que escrevi na época que ele foi 'lançado'. Detalhe para o selo do disco, que copia o estilo da gravadora Philips na época.Disco raro mostra transição entre carreira solo de Rita Lee e os tempos de Mutantes da roqueira
Publicada em 14/04/2008 às 08h14m
Guilherme Samora
SÃO PAULO - "Deixe de uma vez o seu cabelo crescer/ Largue essa mania, dê o braço a torcer/ Abra essa cabeça e comece a entender/ Que Deus está mais contente porque finalmente já tem muita gente sabendo do rock and roll/ Comendo rock and roll/ Bebendo rock and roll". É assim que começa "E você ainda duvida" - clique aqui para ouvir - de Rita Lee em 1973, no que seria o primeiro disco da roqueira ao sair do seu antigo grupo, Os Mutantes. A gravadora, na época a Philips, achou o álbum de 10 músicas muito underground e decidiu não lançá-lo. Mas fãs brasileiros e europeus da rainha do rock brazuca decidiram se unir e fizeram, lá fora, uma versão não oficial do disco, em versão remasterizada.
A versão pirata - prensada de fábrica, não aquelas gravadas em CD-R do estilo camelô - vem numerada e apenas 500 cópias foram feitas. Num site sobre o "lançamento" do disco, os fãs garantem que só decidiram colocá-lo na praça pois a gravadora - quem detém os direitos da obra hoje é a Universal - prometeu lançar a jóia em 2001 e até agora nada. - Nossa intenção não é vender milhares de cópias, por isso fizemos apenas 500 - dizem no site.
E esse disco, que continua nos arquivos da gravadora, é uma página importante da história de Rita, que comemora 40 anos de carreira com sua turnê "Pic-nic", que volta a São Paulo nos dias 25 e 26 de abril. As músicas - que misturam o humor da ruiva, pitadas de rock progressivo, guitarras e violões acústicos e letras rebeldes - mostram a ligação da ex-loirinha dos Mutantes, que tinha desistido de fazer uma dupla só com violões acústicos com a amiga Lúcia Turnbull, agora ao lado do Tutti Frutti, a banda que ficou com ela até 1977.
Batizado de "Cilibrinas do Éden", essa edição dos fãs é erroneamente creditada apenas à dupla de mesmo nome formada por Rita e Lúcia. Na verdade - apesar de ter algumas composições da fase acústica que durou apenas alguns meses - este é um disco de Rita com o grupo Tutti-Frutti. Estão lá o guitarrista Luiz Carlini, o bateirista Emilson e o baixista Lee Marcucci, além de Lúcia. E Rita, além de cantar, assumiu os teclados e alguns violões.
As histórias ao redor do disco, aliás, já viraram lenda: segundo conta a roqueira, o então presidente da Philips, André Midani, foi o responsável pelo veto. No final de 73 e com raiva do que havia acontecido, ela se juntou ao amigo Tim Maia e os dois quebraram a sala de Midani em sinal de protesto.
Depois, por força de contrato, Rita e os colegas do Tutti Frutti voltaram para o estúdio e, no lugar do álbum vetado, saiu o clássico "Atrás do porto tem uma cidade", em 1974. Do disco rejeitado, apenas "Mamãe natureza" acabou sendo reaproveitada. Mesmo assim, com uma produção totalmente diferente e vocais regravados.
Em tempo: a versão bootleg do disco vem com duas faixas bônus, uma demo de 1972 de "Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida" (do segundo disco solo de Rita ainda na época dos Mutantes, que contou com a participação de todo o grupo no estúdio) e "Mande um abraço para a velha" (1972). A última é uma música não tão inspirada dos Mutantes e saiu apenas em um compacto, pouco antes de Rita ser expulsa do grupo para se tornar a rainha do rock brasileiro. Mas essa já é outra história.
Versão em CD. Os dois formatos foram limitados em 500 cópias cadaO disco faixa a faixa
Guilherme Samora
1 Cilibrinas do Éden - Uma viagem sonora com sussurros, teremim, risos, suspiros, sinetas e frases como "Eu não vi, eu não creio". Improvisos e influências do LSD marcam a música, uma das que foram gravadas num palco de teatro, com uma pequena platéia de amigos e técnicos de som. Dá até para ouvir alguns aplausos no final.
2 "Festival divino" - Cheia de cordas e bastante melancólica, conta a história de um paraíso em que bichos falam, o deus é cabeludo e vive tocando sua viola. O inferno, por sua vez, tem pessoas de ternos e de cabelos curtos. A abertura da canção, aliás, é um dos registros mais puros e belos da voz de Rita.
3 "Bad trip" (Ainda bem) - Uma das melhores do disco. Foi dela que surgiu "Shangrilá" (do mesmo álbum de "Lança perfume", de 1980). O começo, aliás, é praticamente o mesmo: "De repente eu me vejo/ Amarelada, bodeada, sem ninguém/ Nessas horas aparece a preguiça/ A vontade de sumir... de vez". A partir daí, entretanto, Rita revela versos bem mais pesados ("Que medo/ Que grilo/ Que bode/ Bad trip"). No final, para enganar a censura, ela repete a frase "Tive vontade, sim, de dar um tiro na cabeça". Mas, para fechar a canção, canta apenas "Tive vontade, sim, de dar...".
4 "Vamos voltar ao princípio porque lá é o fim" - Outra no esquema viagem total. Rita canta em dueto com Lúcia Turnbull: "Quero ouvir as trombetas chamando por mim".
5 "Paixão da minha existência atribulada" - "Sinto você/ Nesse meu violão/ Toco sua música/ Com minha mão/ Me apaixonei por você e por mim!", cantam Rita e Lúcia nesse rock acústico.
Rita com o grupo Tutti-Frutti. Foto: arquivo
6 "Gente fina é outra coisa"- Rita é uma das compositoras mais censuradas na época da ditadura militar. Essa música é um exemplo. A roqueira canta sobre os valores impostos pela sociedade da época: "Não vá se misturar/ Com esses meninos cabeludos que só pensam em tocar/ E você escuta o papai dizendo/ Que gente fina é outra coisa... Hoje mesmo te vi/ pensei que fosse seu pai/ Não, não, não, mas que decepção/ Eu fiquei triste de ver/ A sua vida começando pelo lado errado". E os censores não perdoaram: "Na letra em exame, uma jovem insurge-se contra o pátrio-poder, ao tentar persuadir um amigo a desacreditar de seu pai para juntar-se a um grupo juvenil de comportamento duvidoso", assinala o censor José do Carmo Andrade num documento de 30 de agosto de 1973. Ele afirma ainda que "a mensagem é negativa e induz aos maus costumes". Em outra tentativa de liberação, datada de novembro de 73, a letra de Rita é barrada novamente: "Apresenta conotação anárquica... sua liberação poderia acarretar uma desagregação social e familiar, de consequências negativas". Em 1977, Rita reaproveitou a música e fez uma letra nova para ela, que foi gravada com o título de "Locomotivas" para a novela de mesmo nome da TV Globo.
7 "Nessas alturas dos acontecimentos" - Rock pesado de Rita em parceria com o Tutti Frutti. Ela canta: "Periga até pintar um disco/ Tudo pode acontecer/ Você vai ver/ E quem fica parado é poste/ Eu quero é me locomover". Essa música, aliás, apareceu numa coletânea obscura que a Polygram colocou no mercado em 1981, só com músicas dos três primeiros discos dela, chamada "Os grandes sucessos de Ritta Lee" (assim, com dois Ts mesmo, como ela chegou a assinar no começo da carreira).
8 "E você ainda duvida" - Outra composição só de Rita, um hino ao rock, nos mesmos moldes de outros que a ruiva viria a fazer mais tarde (Como "Esse tal de roquenrol", de 1975, e "Orra meu", de 1980). O final tem versos de "Tutti frutti", de Little Richard. Essa faixa chegou a ser lançada oficialmente num disco do primeiro festival Hollywood Rock, de 1975. O álbum, que contava com músicas dos artistas que participaram do festival (como Rita, Raul Seixas e Erasmo Carlos) era para ser ao vivo. Mas acabou se tornando uma enganação: as gravações não tiveram qualidade e a gravadora simplesmente pegou músicas de estúdio dos artistas que fizeram o show e colocou aplausos no final.
9 "Minha fama de mau" - Regravação acelerada do sucesso de Erasmo Carlos, a quem Rita chama de pai do rock brasileiro. Termina com uma citação de "A hard day's night", dos Beatles.
10 "Mamãe natureza" - Primeira versão do clássico de Rita, com guitarras ainda mais marcadas e vocais mais "sujos".
Pra quem quiser ler na fonte:
Reportagem
Faixa a faixa
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sábado, 6 de junho de 2009
Raridade: compacto francês de Tatibitati
Capa e disco do compacto de 'Tatibitati', lançado na França em 1982. No labo B, o disco trazia 'Mutante'.
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1980: Roberto na revista Rita Lee - A vida e a glória de uma superestrela

Roberto: amigo, amante, parceiro de travessuras
Roberto de Carvalho, há três anos parceiro de Rita na música e no amor, é uma daquelas pessoas que estão sempre otimistas e de bem com a vida. Por isso mesmo, ele é um supercompanheiro de seus filhos, um amigo que todos adoram ter por perto e, acima de tudo, a única pessoa que consegue acompanhar o ritmo louco e irriquieto de Rita no dia-a-dia da família.
Roberto nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de novembro de 1952. Começou a estudar piano muito cedo e, já aos sete anos, era considerado gênio musical pelas professoras, pois tocava sinfonias de Beethoven de ouvido!
Ele já brilhou nos EUA e é amigo de Mick Jagger!

Mais tarde, os Beatles e os Rolling Stones viraram a cabeça de Roberto. Para desgosto de seus professores do Conservatório Brasileiro de Música, ele escolheu o rock como linguagem musical e, poucos anos depois, iniciava sua carreira profissional tocando guitarra e teclados nos grupos de Jorge Mautner, João Ricardo e Ney Matogrosso. Nas muitas viagens internacionais que já fez, Roberto tocou com o grupo Santana em San Francisco, numa temporada, e ficou amigão de Mick Jagger, com quem até hoje bate papos pelo telefone. O encontro com Rita Lee aconteceu em São Paulo, numa paixão à primeira vista que se transformou em amor. Aliás, um grande amor...
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
1987: protesto na Praça Buenos Aires
Em 1987, Rita Lee protestou contra as "garagens do Jânio". O projeto do então prefeito Jânio Quadros visava construir garagens subterrâneas em dez áreas públicas de São Paulo. Rita e outros paulistanos se mobilizaram contra o projeto, que ameaçava o verde. A roqueira comandou o protesto na Praça Buenos Aires, no bairro de Higienópolis, onde seria construída uma das garagens. Teve até passeata na paulista contra os planos do prefeito. No final das contas, dos dez estacionamentos previstos por ele, foram construídos apenas dois: da praça Alexandre Gusmão (aquela atrás do Trianon) e o da avenida Enéas Carvalho de Aguiar (perto do Hospital das Clínicas).
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
1974: Rita em casa

Revista Pop 1974 - As mil cores da casa de Rita Lee

Parece uma casa de conto de fadas. Fica no alto de uma colina, cercada de árvores, com um lago no fundo. O ar é puro. E as pinturas coloridas das paredes trazem a natureza ainda mais para dentro de casa. Ali, bem longe da poluição do centro de São Paulo, Rita Lee está morando com o pessoal do Tutti Frutti — conjunto que montou para acompanhá-la, desde que se desligou dos Mutantes.

Para eles, a vida é, antes de tudo, uma tremenda curtição. Acordam com o cantar dos passarinhos, passeiam de barco no lago, tomam sol no gramado que desce a colina a partir da varanda, fazem a própria comida e a toda hora estão despejando a criatividade e as boas vibrações nos instrumentos musicais. "Essa paz e o contato com a natureza estão me fazendo compor cada vez mais", diz Rita, enquanto rola na grama com seu novo namorado, Andy Mills, um americano que era técnico de som de Alice Cooper. A noite, o fogo de uma imensa lareira ilumina a casa e embala os sonhos de Rita Lee e seus amigos.
terça-feira, 2 de junho de 2009
1998: Entrevista sobre alimentação
Claudia Cozinha, janeiro/ 1998. Trechos de uma entrevista bem diferente, com Rita falando sobre seus hábitos alimentares

"Odeio sorvete, chocolate e molho branco"
Claudia Cozinha - O que é bom comer numa banheira de espuma?
Rita Lee - Mousse de limão.
Como Você consegue se manter magra?
Odeio chocolate, sorvete e tenho pavor de molhos brancos e gororobas, como arroz branco papa, feijão-cola, purê de batata e ovo frito.
Você adora navegar e dar entrevistas pela internet. Nessas ocasiões, gosta de comer algo?
Não ando muito boa de garfo. Mesmo assim, quando bate a larica existencial, mastigo um gingibre cru bem ardidinho ou umas azeitonas simpáticas.
Existe algum prato que sempre que você faz sai errado?
Sou uma hippie exemplar, mas meu arroz integral é intragável.
O seu paladar mudou da época dos Mutantes pra cá?
Antes um cachorro-quente fazia a cabeça do meu estômago, hoje meu fígado teria um ataque. Meu paladar só gosta do que me faz bem. Além dos verdinhos, me amarro num queijinho mineiro e sou tarada por melancia. Fico me imaginando num deserto, tendo miragens com melancias que são, digamos, uma comida que mata a sede e uma bebida que mata a fome.
Já comeu alguma vez de marmita?
Quando era criança, tinha fixação por marmitas de pedreiros. Tanto fiz que minha mãe teve que comprar uma marmitinha para mim, senão a greve de fome não acabaria mais.
Contribuição especial de Eliana

"Odeio sorvete, chocolate e molho branco"
Claudia Cozinha - O que é bom comer numa banheira de espuma?
Rita Lee - Mousse de limão.
Como Você consegue se manter magra?
Odeio chocolate, sorvete e tenho pavor de molhos brancos e gororobas, como arroz branco papa, feijão-cola, purê de batata e ovo frito.
Você adora navegar e dar entrevistas pela internet. Nessas ocasiões, gosta de comer algo?
Não ando muito boa de garfo. Mesmo assim, quando bate a larica existencial, mastigo um gingibre cru bem ardidinho ou umas azeitonas simpáticas.
Existe algum prato que sempre que você faz sai errado?
Sou uma hippie exemplar, mas meu arroz integral é intragável.
O seu paladar mudou da época dos Mutantes pra cá?
Antes um cachorro-quente fazia a cabeça do meu estômago, hoje meu fígado teria um ataque. Meu paladar só gosta do que me faz bem. Além dos verdinhos, me amarro num queijinho mineiro e sou tarada por melancia. Fico me imaginando num deserto, tendo miragens com melancias que são, digamos, uma comida que mata a sede e uma bebida que mata a fome.
Já comeu alguma vez de marmita?
Quando era criança, tinha fixação por marmitas de pedreiros. Tanto fiz que minha mãe teve que comprar uma marmitinha para mim, senão a greve de fome não acabaria mais.
Contribuição especial de Eliana
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Rita Lee
segunda-feira, 1 de junho de 2009
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